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Células-tronco: a esperança e a moda
Tradução: Dr. Rafael Ayoub - Diretor CCB
Texto original (inglês): www.time.com ou faça o download do arquivo (clique aqui)

O debate é tão carregado politicamente que é difícil dizer quem está sendo correto sobre as reais áreas de progresso e como novas descobertas podem ser alcançadas.

Quando não há nada mais a se prescrever, a esperança age como um remédio. Um paciente tetraplégico acredita que não é uma questão de se irão ou não encontrar uma cura para seu problema, mas quando. Quem pode dizer se a salvação está a 10 ou 15 anos de distância? Mesmo porque, pesquisadores vêm injetando células-tronco em camundongos paralíticos e observando suas medulas espinhais se unirem novamente. “As células-tronco já curaram paralisia em animais” declarou Chistopher Reeve em um comercial filmado uma semana antes de sua morte.

Mas qual é a dose correta de esperança quando as doenças são terríveis e as perspectivas de cura distantes? Mês passado, quando o Presidente dos E.U.A. George W. Bush vetou a emenda que expandiria verbas para pesquisa com células-tronco embrionárias, médicos receberam ligações de pacientes com doença de Parkinson, dizendo que eles não tinham certeza se conseguiriam agüentar por mais um ou dois anos. O que os médicos podiam apenas responder é que, no melhor cenário possível a cura está pelo menos a uma década de distância, que esperança não substitui evidencias que a ciência das células-tronco está ainda em sua infância.

Está na natureza da ciência misturar esperança com previsões. Está na natureza dos políticos prometerem demais e depois empurrar. Mas a política da ciência das células-tronco é diferente. Oponentes à pesquisa de células-tronco embrionárias — começando com Bush — argumentam que não se pode destruir a vida para que esta seja salva; apoiadores argumentam que, para começar, um embrião de oito células não deve ser considerado uma vida humana, não quando comparado às vidas humanas que pode ajudar salvar.

Oponentes dizem que a promessa da pesquisa com células-tronco embrionárias foi supervalorizada, e apontam para as curas derivadas de células-tronco adultas e do cordão umbilical. Apoiadores replicam que células-tronco adultas ainda têm seu uso limitado e que para poder utilizar todo seu potencial, precisaríamos saber mais sobre como elas funcionam — o que podemos apenas aprender estudando as amostras embrionárias abandonadas em clinicas de fertilidade, que senão seriam descartadas.

Para trás e adiante isto vai, com políticas dirigindo a ciência, e a ciência relutando. As pesquisas com células-tronco se juntaram ao aquecimento global e a ciência da evolução como campos nos quais os fatos são colocados em votação, em um espetáculo publico no qual a informação luta contra os dogmas. Cientistas que vem tendo sucessos surpreendentes com células-tronco adultas acham seus progressos sendo usados por ativistas para argumentar que as pesquisas com células-tronco embrionárias não são apenas imorais, como também desnecessárias. Mas para aqueles em campo, a única resposta é pressionar para frente todos os lados. “Existem campos tanto para células-tronco adultas quanto embrionárias” diz Douglas Melton, um co-diretor do Instituto de Células-Tronco de Harvard. “Porém estes campos existem apenas na arena política. Não há discórdia entre os cientistas da necessidade de buscar ambos agressivamente, para que se possam solucionar importantes problemas médicos”.

No meio de tudo isso, encontram-se pacientes e eleitores que lutam para pesar os argumentos, pois a ciência é densa e os valores confusos. Em algum lugar entre aqueles que apóiam a teoria da Terra ser plana, que adorariam parar com os progressos e os aventureiros que desdenham limites, estão às pessoas que aprovam as pesquisas com células-tronco em geral, mas ficam desconfortáveis quando nos aproximamos das fronteiras éticas. As pesquisas com células-tronco adultas são moralmente aprovadas, mas clinicamente limitadas, pois as CT embrionárias possuem o poder de se replicarem indefinidamente e se diferenciarem em qualquer um dos mais de 200 tipos de tecidos. Extrair conhecimento dos embriões que de outra maneira seriam descartados é uma coisa, mas os cientistas admitem que avançar requereria um suprimento muito maior de embriões novos e saudáveis, que as clinicas de fertilidade poderiam fornecer. E a partir do momento que se começa a perguntar as pessoas sobre criar embriões com o propósito de fazer experimentos, é ai que o apoio começa a diminuir.

Então como ficam as coisas, cinco anos após Bush fornecer a primeira verba federal, porém limitando radicalmente como esta seria usada?

Como a Fita Vermelha brecou a ciência

Em um dos primeiros discursos de seu rancho no Texas em Agosto de 2001, Bush anunciou que dinheiro federal poderia ser enviado para pesquisas com CT embrionárias que cientistas já haviam desenvolvido, mas que novas linhagens não poderiam ser criadas pelo uso deste dinheiro. “Pelo menos existe uma linha utilizável” declarou ele. O discurso foi um marco político e cientifico. Deu aos Democratas aquele raro presente: um tema pontiagudo que dividiu Republicanos e uniu Democratas, que se declaram um partido o partido do progresso. Cinco anos depois, com as prévias eleitorais se aproximando, eles torceram para alavancar o tema como evidencia que eles representam a comunidade fixada na realidade, correndo contra os teocratas. Estados de Connecticut até a Califórnia tentar ajudar com verba suficiente para que os laboratórios continuassem funcionando e impedir o êxodo de talentos norte americanos para paises como Singapura, Inglaterra e Taiwan. Enquanto isso, empresas de biotecnologia privadas e universidades pesquisadoras com outras fontes de verba são livres para criar e destruir quantos embriões quiserem, pois operam fora das regulamentações que acompanhas as verbas publicas.

Para cientistas que escolhem trabalhar com as aprovadas linhas “presidenciais”, as verbas chegam enroladas em frustração. Hoje em dia são apenas 21 linhas viáveis, o que limita a diversidade genética. Elas são velhas, portanto não crescem tão bem, e foram colocadas em culturas usando métodos ultrapassados. Além disso, os cromossomos sofrem súbitas mudanças com o tempo, comprometendo a capacidade das células de se manterem “normais”. No final dos anos 90, quando as linhagens foram criadas, “nós não sabíamos muito sobre culturas de CT”, diz Kevin Eggan, diretor de equipe no Instituto de CT de Harvard. “Elas não podem fazer o que as novas linhagens celulares podem fazer”. Curt Civin, um pesquisador de câncer em Johns Hopkins, passou os últimos anos tentando diferenciar as linhas presidenciais em células hematológicas que poderiam seu usadas para tratar leucemias e outros cânceres de base hematológica. Porém a idade e a qualidade das células tem sido um obstáculo constante. “Nós queremos estudar células normais”, diz ele. “Nós estamos trabalhando com a Versão 1.0. Queria a Versão 3.3”.

As linhas presidenciais, dizem os cientistas, estão desperdiçando dinheiro e tempo. O laboratório de Larry Goldstein na Universidade da Califórnia in San Diego, é um “jogo de ligar os pontos” em tamanho real. Cada maquina recipiente celular, produto químico e todas outras ferramentas possuem um ponto colorido, que sinaliza aos funcionários do laboratório se eles podem ou não usar aquele item para experimentos que o governo não pagará. O time de Goldstein esta trabalhando em um experimento de câncer que depende de um equipamento de $200,000. Ou eles usam uma linhagem celular aprovada que irá gerar um resultado menos confiável ou uma linha recentemente criada que necessitará da compra de um novo equipamento com verbas particulares. “É uma corrente te segurando”, diz Goldstein. “É patético. Imagine se sua cozinha fosse misturada assim, de tal maneira que você não poderia usar estas panelas com aquela sopa”.

O Congresso tentou remediar o problema com uma lei que permitiria verbas para pesquisa com qualquer embrião abandonado, doado por pacientes das clinicas de infertilidade. Mas mesmo que Bush não tivesse vetado a lei, não resolveria o problema de suprimentos. Um estudo estimou que na melhor das hipótese, 200 linhagens celulares talvez pudessem ser derivadas dos embriões das clinicas de infertilidade, que tenderiam a ser mais fracas que aquelas implantadas nos pacientes. Mesmo o fato de estas virem de casais inférteis já pode significar que elas não são típicas, e que o processo de congelamento e descongelamento é duro para células delicadas.

Resolver um problema criou novos

No inicio do primeiro mandato de Bush, Harvard decidiu usar verbas privadas para desenvolver aproximadamente 100 novas linhagens celulares a partir de embriões derivados de clinicas de fertilidade, que compartilha com pesquisadores ao redor do mundo. Cientistas desesperados por variedade, rapidamente as adquiriram. “Nem todas as linhagens de CT embrionárias são criadas da mesmo maneira”, diz Dr. Arnold Kriegstein, que comanda o Instituto de Medicina de Regeneração na Universidade da Califórnia em San Francisco. “Algumas se diferenciam mais rapidamente em certas linhagens, como células cardíacas, enquanto outras se tornam mais facilmente células neuronais. Nós não compreendemos como acontece, mas certamente significa que necessitamos de diversidade”.

Ao mesmo tempo, Harvard abriu outro campo de batalha na busca por células. Após exaustante revisão ética, os pesquisadores anunciaram este verão que irão desenvolver novas linhas celulares a partir da transferência nuclear de células somáticas, ou seja, clonagem terapêutica. Neste processo, uma célula de um paciente com diabetes, por exemplo, será colocada em um óvulo não fertilizado que teve ser núcleo removido; então é estimulada a crescer em uma placa de petri por alguns dias até que suas células-tronco possam ser coletadas. Diferentemente dos embriões das clinicas de fertilidade, estas células combinariam com o DNA do paciente, então o organismo estaria menos propenso a rejeitar um transplante derivado das mesmas. Porém, mais excitante ainda para os pesquisadores, é que esta técnica pode produzir embriões que serviriam como a perfeita doença em um prato, revelando como esta se desenvolve desde as primeiras horas.

As promessas em longo prazo não têm limites, mas as barreiras imediatas são altas. As únicas pessoas que alegam ter sido bem sucedido em criar linhas de células-tronco humanas por transferência nuclear foram os Sul-Coreanos que acabaram por se revelarem fraudulentos. Serão necessárias muitas tentativas e erros para dominar o processo, mas onde conseguir os óvulos humanos necessários para cada tentativa, particularmente porque pesquisadores acham eticamente inapropriado pagar a doadores qualquer coisa além dos custos? E mesmo que a técnica para clonagem de embriões se tornasse perfeita, o Congresso permitiria que continuasse?

A caçada a novas soluções

Para contornar os bloqueios políticos, cientistas estão procurando por outras fontes de células que sejam eticamente menos controversas, o ideal seria que não envolvesse destruição de embriões alguma. Uma possibilidade é “transferência de núcleos alterados”, na qual um gene, conhecido como CDX2, seria removido antes da célula ser fundida ao óvulo. Isto garantiria que o embrião viveria somente o suficiente para produzir células-tronco e depois morreria. A estratégia promovida pelo Dr. William Hurlbut, um membro do Conselho Presidencial de Bioética, tem suas criticas. Dr. Robert Lanza da companhia de biotecnologia Advanced Cell Technology, considera antiético criar deliberadamente um ser embrião humano deficiente “não por uma razão cientifica ou médica, mas puramente por se tratar de um assunto religioso”. A mais excitante nova possibilidade não chega nem próximo de um embrião. Dr. Shinya Yamanaka da Universidade de Kyoto relatou um irresistível sucesso em pegar células da pele de adulto e expondo as em quatro fatores de crescimento em uma placa de petri transformá-las em células parecidas às embrionárias que poderiam produzir células-tronco — possivelmente evitando assim todos os debates sobre os meios e os fins.

Mesmo que os cientistas descubram um fonte ideal de linhas de células saudáveis, ainda há muito para se aprender sobre como fazê-las se tornarem nos desejados tipos de tecido. Pacientes de Parkinson que sofre de tremores causados pelos nervos lesionados poderiam se beneficiar da substituição de neurônios, enquanto diabéticos que não conseguem produzir insulina poderiam controlar seu açúcar sangüíneo com novas células das ilhotas pancreáticas. Mas até agora, nenhuma célula-tronco embrionária foi confiavelmente diferenciada para que pudesse ser seguramente transplantada em pessoas, embora estudos animais com células humanas estejam sendo feitos. Não é surpreendente que os grupos mais próximos dos testes humanos estejam na indústria de biotecnologia que opera sem verbas governamentais. Geron alega estar próxima de entrar com permissão para conduzir o primeiro teste em humanos baseado na terapia com células-tronco embrionárias. Eles estão usando CTs para criar células progenitoras oligodendrogliais, que produzem neurônios e fornecem isolamento de mielina para os longos “dedos” que se estendem do corpo de uma célula nervosa. O grupo de Lanza também esta perto de solicitar permissão ao FDA para começar testes clínicos em terapias baseadas em três células: uma para degeneração macular, uma para reparar músculos cardíacos e outra para regenerar pele danificada.

Não muito ultrapassados, os grupos acadêmicos estão alguns passos atrás. Lorenz Studer do Memorial Sloan-Kettering Câncer Center em Nova York conseguiu diferenciar células-tronco embrionárias em quase todos os tipos de células afetadas pela doença de Parkinson e as transplantou em camundongos, melhorando seu mobilidade. O próximo passo é injetar as células em macacos.

Os Riscos na nova fronteira

Mas quanto mais perto os cientistas se aproximam dos testes em humanos, mais preocupado fica o FDA com a segurança dos pacientes. O governo irá olhar como as células foram cultivadas, e se existe risco de contaminação com produtos animais usados no processo. Os reguladores querem informações sobre como as células irão se comportar no corpo humano. As células-tronco tem mostrado um preocupante talento em se tornar em tumores. Irão elas migrarem para regiões não desejadas? Ninguém sabe. Não se pode saber ao certo até que se teste em humanos, mas é difícil se testar em humanos até que se possa ter razoavelmente certeza que não os prejudicará com o processo.

Quando os testes em humanos finalmente começarem, não existirá método preciso para determinar se as células transplantadas estão funcionando corretamente. “Se transplantarmos células para regenerar um pâncreas”, diz Owen Witte, diretor do Instituto para Biologia e Medicina de Células-Tronco da UCLA, “nós podemos medir no seu sangue se você está produzindo insulina, mas não podemos ver se as células cresceram ou avaliar a possibilidade delas terem se tornado um tumor.” Então os cientistas estão buscando criar sistemas de marcação que permitiriam que eles rastreassem a performance de um transplante.

As promessas e ciladas das células adultas

Ao mesmo tempo em que cientistas avançam com as pesquisas embrionárias, noticias excitantes vieram das fontes menos controversas: as células-tronco de cordão-umbilical e placenta, e até mesmo as de órgãos adultos formados. Enquanto estas não são tão flexíveis como as embrionárias, as células do cordão e placenta provaram ser mais valiosas do que os cientistas inicialmente esperavam. Embora aproximadamente 90% das células do cordão serem precursoras do sangue e sistema imunológico, os 10% restantes dão origem a células do fígado, coração, cerebrais e outras. Nos últimos 5 anos, os transplantes de cordão umbilical se tornaram uma alternativa crescentemente popular aos transplantes de medula óssea para doenças do sangue, particularmente quando uma medula óssea compatível não consegue ser encontrada.

Se você quer se aproximar da beira dos abismos da ciência e se maravilhar com o que agora é possível, visite o programa da Dr. Joanne Kurtzberg no Centro de Medicina da Universidade Duke. Crianças com doenças hematológicas que eram quase com certeza fatais uma década atrás, receberam um transplante de cordão que essencialmente as curaram. Agora ela e seu time estão buscando uma aproximação mais especifica, tentando diferenciar células do cordão para tratar defeitos do coração, cérebro e fígado. “Eu acredito que as células do cordão prometem muito para reparo e regeneração de tecidos.” Diz Kurtzberg. “Mas eu acho que levará 10 a 20 anos”.

Menos plásticas que as células-tronco do cordão, são as células-tronco adultas, que até recentemente pesquisadores acreditavam que não pudessem fazer muito mais do que regenerar tipos de células que refletissem sua origem – células sangüíneas e imunológicas da medula óssea, por exemplo. Mesmo assim, alguns cientistas acreditam que as CT adultas podem provar serem uma poderosa fonte de terapias. “Em alguns casos, você pode não querer voltar todo o caminho até células-tronco embrionárias”, diz Kurtzberg. “Você pode querer algo mais especifico ou com menor probabilidade de se desgarrar. Você não gostaria de colocar uma célula no cérebro e mais tarde descobrir que esta se transformou em osso.”

Pesquisadores na Tailândia pegaram células-tronco do sangue de pacientes cardíacos, cultivaram as células em um laboratório e as re-injetaram no coração dos pacientes, aonde elas começaram a reparar danos. Dois pesquisadores da UCLA publicaram semana passada um estudo demonstrando que eles conseguiram transformar células-tronco adultas do tecido gorduroso em células do tecido muscular liso, que auxiliam no funcionamento de vários órgãos. Mesmo os avanços sendo muito bem vindos, o tema das células-tronco adultas é altamente político e trás uma fusão de esperanças reais e falsas. “Existem artigos que alegaram largo uso de certas células-tronco adultas, e algumas pessoas dizem que isto é causa suficiente para não se trabalhar com células-tronco embrionárias”, diz Witte. “Muitas destas alegações foram exageradas”.

Mesmo os mais crentes dentro os cientistas, porém, opõem-se a ávidos políticos que aclamaram por uma pesquisa do tipo Projeto Manhattan. “Eu odeio dizer isso, mas biologia é mais complicado do que dividir o átomo,” diz Witte. “Os físicos do Projeto Manhattan sabiam o precisavam conseguir e como medir isso. Na biologia, nós estamos desenvolvendo ao mesmo tempo nossas ferramentas de medida e de resultado”. De fato, um esforço massivo e centralizado, controlado pelo governo federal poderia fazer mais mal do que bem. A chave é ter a mais ampla intersecção de cientistas possíveis trabalhando neste campo. Em se tratando de um assunto tão impossivelmente complicado como células-tronco, o melhor papel para legisladores e presidentes pode ser nem dirigir a ciência nem enrolá-la, mas sair da frente e deixá-la respirar.

Células-tronco
O que são?
Células-tronco são as células controladoras da natureza, capazes de gerar cada uma das muitas diferentes células que compõe o corpo. Elas tem a habilidade de se auto-renovar, o que significa que teoricamente são imortais e podem continuar se dividindo eternamente se supridas com nutrientes suficientes. Devido a sua plasticidade, elas suportam uma promessa enorme como base para novos tratamentos e mesmo curas para doenças que vão desde Parkinson e doenças cardíacas até diabetes e lesões raquimedulares.
De onde elas vêm?

Embriões que sobram ou abandonados em clinicas de fertilização.

Porque são úteis: Mais de 400.000 embriões criados durante fertilizações in vitro estão congelados em tanques de clinicas nos E.U.A. Muitos destes serão descartados, então as células-tronco embrionárias que existem dentro deles poderiam ser salvas.

Desvantagem: O processo de congelamento pode tornar mais difícil extrair células-tronco. Alguns dos embriões eram os mais fracos criados por casais inférteis e poderiam não produzir células-tronco de alta qualidade.

Células-tronco de adultos

Porque são úteis: Elas existem em muitos dos principais tecidos, incluindo o sangue, pele e cérebro. Elas podem ser estimuladas a produzir mais células de uma especifica linhagem e não tem de ser extraídas de embriões.

Desvantagem: Elas podem gerar apenas um numero limitado de tipos de células, e são difíceis de crescer em cultura.

Embriões de transferência nuclear

Porque são úteis: Estes embriões são criados usando a tecnologia que criou Dolly, a ovelha clonada. Células-tronco podem ser feitas sob encomenda inserindo uma célula de pele de um paciente dentro de um óvulo humano vazio. Qualquer terapia resultante não correria risco de rejeição imune.

Desvantagem: O processo ainda não foi completado com sucesso com células humanas, e requeriria uma quantidade enorme de óvulos humanos, que são difíceis de se obter.

Células do cordão umbilical

Porque são úteis: Mesmo sendo formadas principalmente de células-tronco hematológicas, elas também contem células-tronco que podem se diferenciar em osso, cartilagem, músculo cardíaco, cérebro e fígado. Assim com as células-tronco adultas, elas são obtidas sem a necessidade de embriões.

Desvantagem: Um cordão umbilical não é muito longo e não contém células suficientes para tratar um adulto.


O processo
1 dia -Embrião Um óvulo é fertilizado ou clonado para formar um embrião. O embrião começa a se dividir
2 a 5 dias O embrião se divide em mais e mais células e forma uma bola oca de células chamado blastócito.
5 a 7 dias Células-tronco embrionárias começam a se formar ao longo da parte interna do blastócito, criando uma massa interna de células.

Linha Tronco
As células são retiras e crescidas em uma camada de células alimentadoras e meio de cultura.

Produção Tecidual

Grupos de células-tronco são cultivadas em condições especiais, com diferentes receitas de nutrientes e fatores de crescimento que direcionam as células a se tornar qualquer dos mais de 200 tipos de tecidos.
Células das Ilhotas Pancreáticas
poderiam ser a cura da Diabetes.
Células musculares
poderiam reparar ou substituir um coração danificado.
Células nervosas
poderiam ser usadas para tratar Parkinson, Traumatismo Raquimedular e Derrames.

Comentário:

Este artigo trata com muita propriedade os problemas para se utilizar as células-tronco embrionárias, e dá como solução as células-tronco adultas, principalmente as retiradas do sangue do cordão umbilical. Coloca também a possibilidade de utilizar a expansão celular como complemento do número de células para tratamentos.

 
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